No seu viés elegante, a década de 60 foi
marcada pelo uso do scarpin, algumas vezes com salto carretel, e o
"tubinho", de corte reto, clássico legado de Madame Channel,
comprimento acima do joelho. Os cabelos eram usados no corte/penteado
"gatinha", mesma denominação dada aos óculos de forma amendoada e com
os cantos exteriores proeminentes.
Os homens usaram o terno bem cortado, de modelagem definida mas sem
exageros e a calça jeans com a camiseta.
Os topetes continuaram em alta.
No viés "rebelde" ou
"revolucionário" tivemos o movimento hippie.O lema
na época era “paz e amor” .Usavam roupas de cores alegres e estampas floridas,
demonstrando sensibilidade, romantismo, descontração e bom humor, como também a
liberdade de expressão perante o regime ditatorial em países como o Brasil, Chile e França.A
maquiagem era essencial e feita especialmente para o público jovem. O foco
estava nos olhos, sempre muito marcados. Os batons eram clarinhos ou mesmo
brancos e os produtos preferidos deviam ser práticos e fáceis de usar. Nessa
área, Mary Quantinovou
ao criar novos modelos de embalagens, com caixas e estojos pretos, que vinham
com lápis, pó, batom e pincel.
As perucas também estavam na moda e nunca
venderam tanto. Mais baratas e em diversas tonalidades e modelos, elas eram
produzidas com uma nova fibra sintética, o kanekalon.
Nos anos 70 o Movimento
hippie foi absorvido pela mídia e passou a ser "mais uma
tendência", nas batinhas indianas, tecidos florais ) e bijuterias falsamente artesanais. Usou-se a
"boca-de-sino" e a "pata de elefante", que eram calças com
as pernas muito largas, e o tropicalismo trouxe
de volta as plataformas (agora usadas para ambos os sexos) e os turbantes e
"balangandãs" de Carmen
Miranda. Usaram-se combinações de cores bastante insólitas, como o
roxo com laranja e o verde com roxo.
A partir de 1975, com a onda "disco"
e o surgimento das danceterias, que na época se chamavam discotecas,
voltaram as sandálias de salto agulha e a saia "evasê". Surgiu a
"frente-única" e o vestido de "látex". O cabelo Black Power era a sensação do momento.
Foi na década de 70, em Berlim, que
surgiu o Movimento Punk, que marcou profunda e decisivamente a
moda, a música e o comportamento. Grande expoente deste movimento, a ex-cantora
de ópera, Nina Hagen.
Bom é isso. Espero que vocês tenham gostado.







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